Como ir bem na faculdade? Estudo e organização do aluno nota 10.

A vida na universidade pode tornar-se um grande problema para um estudante que não conseguir equilibrar seus estudos, sua vida social e, muitas vezes, um trabalho. As dicas a seguir, vão ajudá-lo a lidar melhor com os desafios que representam o ingresso no ensino superior.

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1. Vá para a aula.

Por que você acha que seus pais investem na sua educação e pagam até seu curso superior? Para que você vá à faculdade! Apenas vá. Mesmo quando não “estiver a fim”. Vá. Você pode ganhar pontos de participação e o professor terá a oportunidade de conhecer você melhor. Isso irá mantê-lo no fluxo da aula e prepará-lo para eventos inesperados como uma avaliação sobre um conteúdo recém estudado. Diversas disciplinas têm trabalhos para fazer em aula e estudos de caso que você só ouvirá se estiver presente. Não desperdice isso!

2. Organize-se.

No curso superior, sua capacidade de executar várias tarefas ao mesmo tempo é muito importante. Busque formas de organizar e planejar todos os seus trabalhos, tentando terminá-los o mais cedo possível para evitar estresses de última hora. Algumas universidades possuem ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) nos quais você pode registrar as datas de avaliações e trabalhos. Você também pode gostar de usar ferramentas on-line como o Google Agenda para registrar todos seus compromissos, sejam relativos à universidade ou não. Se você não gosta de usar a internet para esse tipo de coisa, uma boa e velha agenda de papel pode ser de grande ajuda. Eu, até hoje, utilizo um grande quadro branco que fica no meu escritório. Nele, anoto todas as minhas tarefas a fazer e vou apagando conforme as realizo.

3. Imponha limites em relação à mídia.

Isso inclui o Facebook, o YouTube, o Orkut, a televisão, os videogames e todo tipo de entretenimento virtual. Você está na faculdade para aprender. Não perca seu foco e seu tempo com esse tipo de coisa, a não ser que você saiba tirar proveito delas para seus estudos.

4. Encare seu aprendizado como se estivesse em uma empresa.

Em um trabalho, geralmente você começa às 7 e meia da manhã e sai às 5 e meia da tarde. O resto do dia seria seu tempo livre. Se você seguir uma disciplina semelhante em relação aos seus estudos, seu sucesso está garantido. Vá para a aula, frequente a biblioteca, estude seriamente e às 5 e meia da tarde deixe os livros de lado e vá para casa. Simples assim. Haja como um profissional, um adulto. Trate sua vida acadêmica como se fosse um treinamento para sua futura vida profissional.

5. Encontre o melhor método de estudo para você.

Em relação à forma de estudo, cada um de nós é diferente. Alguns gostam de estudar em meio ao barulho, outros preferem silêncio. Alguns gostam de música para aumentar a concentração, outros precisam ler em voz alta para si mesmos. Alguns gostam de ficar sozinhos na biblioteca, outros preferem estudos em grupo. A neurociência vem tentando explicar essas diferenças e podem ajudá-lo a encontrar o melhor método de aprendizado.

6. Equilibre trabalho, estudo e vida social.

Muitos estudantes universitários começam a tirar notas baixas pois só pensam em sair e conversar com os amigos o tempo todo. Não pense que não há tempo para vida social quando se está na faculdade, mas tudo deve ser equilibrado. Fique longe de festas enquanto não deixar seus estudos em ordem.

7. Use seu tempo de forma eficiente e efetiva.

Não deixe nada para depois. Tente progredir diariamente em tudo que você se propuser a fazer. Por exemplo, se você tem um artigo acadêmico ou uma resenha para entregar daqui seis semanas, não deixe para escrever apenas três dias antes. Eu utilizo um método que sempre se mostrou muito eficaz: estipulo o número de páginas para meu texto e divido pelo número de dias que tenho até a data de entrega. Dessa forma, eu sei quanto preciso escrever por dia para ter tudo pronto na data final. Foi dessa forma que evitei sérias sobrecargas de trabalhos ao final de cada semestre na faculdade.

8. Cuide de sua saúde.

Os antigos gregos já diziam: “Νους υγιής εν σωματι υγιεί”, ou seja “mente sã, corpo são”. Estude muito, mas não deixe de praticar exercícios físicos, de alimentar-se bem e de dormir o tempo necessário todas as noites. Com isso você não apenas se sentirá melhor, mas também conseguirá pensar e aprender mais facilmente.

9. Mantenha um esforço de 100% durante todo semestre.

Alguns estudantes começam o semestre muito bem, mas vão perdendo energia conforme o tempo vai passando. Eles pensam que se esforçando no princípio poderão relaxar ao final de cada disciplina. Esse é um erro grosseiro. Esforce-se para dar sempre o seu melhor fazendo tudo com o maior afinco possível. Mantenha-se no topo e não perca o foco!

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Dicas de estudo — nível universitário.

  • Faça anotações em todas as aulas e reescreva todas elas quando chegar em casa. Seja claro, de forma que seja possível entendê-las mesmo fora do contexto da aula. Além disso, não esqueça de datá-las.
  • Se for preciso, procure e aproveite serviços como aulas extra, grupos de estudo ou de pesquisa e aulas para alunos com dificuldades. Não espere nem tenha vergonha de pedir ajuda. Você paga para ter esses serviços, use-os.
  • Considere a ideia de estudar em lugares que são agradáveis para você. Por exemplo, na cafeteria enquanto toma aquele expresso depois do almoço.
  • Revise suas anotações regularmente e seja crítico em relação a elas. Veja se estão consistentes e abarcam o conteúdo de forma clara e objetiva. Faça isso antes das provas ou avaliações, sendo sincero consigo mesmo a respeito de suas fraquezas e esforçando-se para corrigi-las assim que possível.
  • Se você tiver que faltar aula por motivo de doença ou alguma outra razão muito séria, pergunte ao professor sobre a matéria que você perdeu e, se preciso, peça ajuda a algum colega para recuperar aquele conteúdo.
  • Aprenda a escrever rapidamente, pois isso é necessário para tomar notas de tudo que for dito em aula.

Com todas essas dicas simples e óbvias, porém muito importantes, espero ajudar você que está ingressando na universidade ou que vem enfrentando problemas de organização no curso superior. Manter-se sempre focado e encarar seus estudos com seriedade pode ser difícil no início, mas dará muitos frutos ao longo de toda sua vida profissional e acadêmica.

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Coxinhas, Reaças e opiniões de merda

Um dos reflexos dessa nossa “Era da Informação”, é a necessidade de se ter opinião sobre tudo. Sobre QUALQUER coisa.

opiniãoQue aliás, você valoriza excessivamente…

E opinião é algo extremamente pessoal.

De acordo com o Dicionário Priberam:

o·pi·ni·ão
(latim opinio, -onis)

substantivo feminino

1. Modo de ver pessoal. = IDEIA

2. Juízo que se forma de alguém ou de alguma coisa.

3. Adesão pessoal ao que se crê bom ou verdadeiro. = CONVICÇÃO, CRENÇA

4. Manifestação das ideias individuais a respeito de algo ou alguém (ex.: dar a sua opinião). = PARECER, VOTO

5. Credo político. (Usado também no plural.) = CRENÇA

6. [Informal]  Sentimento exagerado de orgulho ou confiança em si próprio. = AMOR-PRÓPRIO, PRESUNÇÃO

“opinião”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/opini%C3%A3o [consultado em 01-02-2014].

Destacamos ainda mais o conceito 4, e a parte de ideia INDIVIDUAL.

Sendo assim, Opinião é algo que pertence a aquela pessoa, e a ela somente. Na formação de tal conceito, a pessoa levou em conta experiências próprias, conhecimentos adquiridos, opiniões de outros, e sempre, uma boa dose de questões relacionadas à Educação familiar que essa pessoa teve. Independente de essa formação familiar ter sido “correta” ou não, ela forma uma boa base do que o ser leva para sua vida.

Mas por ser individual, e baseada em conceitos (e alguns preconceitos, que TODOS temos, sem exceção) pode até ser considerada fora da normalidade. Mas uma vez que a “normalidade” é um conceito EXTREMAMENTE mutável, uma opinião pode ser algo errado para você, que vive numa visão de universo, mas correto para outro.

Claro que, sempre há os conceitos e opiniões que EFETIVAMENTE estão fora de qualquer parâmetro humano. Tomo como exemplo a crença de certas comunidades especialmente localizadas no Oriente Médio e na África, de extirpar o clitóris das mulheres, numa crença (“opinião”) de que a mulher não deve sentir prazer, que seria algo pecaminoso, dentro de sua cultura. Aqui, a discussão não se encerra em opinião, em crença: vai muito além, no que tange ao direito humano, de não ser privado de si mesmo, ou no caso, de seu prazer. Além de qualquer discussão sexista ou em torno de prazer, nos referimos à mutilação de um ser humano, independente de seu sexo.

Mas nossa referência aqui se relaciona com o atual momento em nosso país, e o excesso de opiniões, nem sempre bem fundamentadas, sobre o que seria certo ou errado, ou o que é válido ou não.

Esquerdistas e Direitistas clamam estar certos, cada um com seus ideais de qual é o melhor sistema. Mas esquecem que de qualquer forma, seria um sistema, e sendo assim, coordenado e dirigido por seres humanos, corruptíveis. E sendo assim, NÃO IMPORTA o sistema… Sempre haverá alguém tirando vantagem.

Direita-x-Esquerda_thumb[1]Porque REALMENTE é só assim que dá pra dividir o mundo…

Um desses dias estava no Facebook, e em dada página, iniciou-se uma discussão sobre uso da violência em manifestações. Não por parte da polícia, mas dos manifestantes. Eu mesmo apontei para falta de necessidade de violência, lembrando que Gandhi libertou a Índia através disso, sem contar quando conseguiu a união dos muçulmanos e brâmanes, através de um jejum (pra quem não sabe História, Gandhi fez um jejum até que seus irmãos indianos parassem de lutar uns contra os outros; a trégua veio com os líderes de ambas as facções implorando para que ele comesse). Claro que, no processo da independência da Índia, milhares morreram. Pra quem sabe da História, milhares MESMO. Chacinados, massacrados. Eles simplesmente não lutavam. Apenas caminhavam, e eram fuzilados por soldados ingleses. Tudo isso fez com que as atenções internacionais se voltassem para lá, pressionando a Inglaterra a conceder a independência ao país. Não obtive resposta na discussão, mas pergunto: desses que incitam, corroboram e apoiam a violência, quantos estariam realmente dispostos a dar suas vidas por um ideal? Ou só é bacana destruir propriedade privada, apenas para mostrar que você tem uma questão de agressividade não dirigida?

GandhiBem dito, Mahatma…

E a eterna discussão sobre a homossexualidade? Meu amigo, se o cidadão gosta de fazer sexo daquela maneira, o problema é DELE, não seu. Ele não precisa da sua salvação. Mesmo porque, apenas lembrando, Deus é AMOR, e pediu de nós apenas que amassemos uns aos outros. Só lembrando, o que se encontra no Levítico eram regras pra manter o povo hebreu vivo durante a peregrinação no deserto. Lá também diz que você só deve usar roupas de algodão, deve usar barba, e que é “de boa” ter escravos. Mas você só usa o que lhe convém, né?

felijesusPreciso dizer mais?

Por outro lado, me perdoem, MESMO, mas eu considero desagradável mesmo quando um casal heterossexual se excede em carícias na rua. NÃO IMPORTA sua orientação ou gosto sexual, NINGUÉM precisa ver o que você faz na intimidade. Não apoio de forma alguma a violência contra os homossexuais, aliás, não apoio QUALQUER TIPO de violência. Sim, os que cometem esse tipo de atrocidade tem que ser presos, levados à justiça. E esse tipo de comportamento não pode continuar.

beijo-felix-nikoEu apoio, se não ficou claro.

Antes que eu comece a falar sobre a discussão se é “biscoito” ou “bolacha”, vou parar com os exemplos.

A questão que quero trazer aqui é: independe sua opinião sobre qualquer assunto, ela é SUA.

Você pode ser julgado ou discriminado por ela? De jeito nenhum. Aqueles mesmos que clamam por compreensão, compreendam que você tem a sua opinião por uma razão. E vai viver de acordo com isso, ou não. Talvez, se você conseguir, possa mudar essa opinião, demonstrando, através de um exemplo, através de uma boa argumentação. Mas não enfie as suas opiniões goela abaixo dos outros.

Você não quer ser forçado a aceitar a realidade dos outros? Não force a sua sobre eles.

Como diria o Sr. K, do Nerdcast: “Faça o que bem entender, mas não me encha a porra do saco!

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E por favor, não empurre suas opiniões pros outros.